Docanto salvaterra
sábado, 5 de outubro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Sem título
As horas flutuam pendular e constante,
Sem pausas para apoiar o peso,
Sem cadeado para selar sua corrente...
Elas não se escondem em armários.
Para elas, nada está estático.
Seu tic-tac, tic-tac que cavalga para além.
Sapateia ao ar,
Em sua absurda dança harmônica.
Pois o tempo debocha dos tiranos
E seguirá derrubando impérios e seus castelos...
O tempo simplesmente observa:
A queda da covardia,
A precipitação das estações,
A acusação do indicador ereto
Em mãos esquizofrênicas
Que julga a todos para abafar a consciência da própria
frustração.
Por isso,
Se voar preciso for;
Asas ao prumo e segue teu rumo.
Pois o reflexo reluzente das migalhas ao chão
Não é o teu espelho.
Pois para as horas e para o tempo
Todo fôlego se renova,
Quando o horizonte acorda
E os olhos voam para buscar o mundo.
E por esses motivos,
Ludibriei,
Despi,
Currei e deflorei todas as lógicas.
E já não consigo me lembrar do exato momento
Em que percebi que a verdade é um mutante
Que não aceita coleiras nem gargantilhas.
E que a vida simplesmente vibra em seu enigma,
Onde o amor não está em paz até que seja em espécie,
Nas labaredas da alta noite,
Quando o fogo apaga a luz.
Alexandre do Canto
sábado, 13 de julho de 2013
Desvãos se embaralham no labirinto de nossas vidas...
Permitimos a distância na ilusão de ter paz,
Nossos segredos se entortam onde tudo quer verdade,
Tiniam as ferroadas,
Que foi colhida metal nobre para nossa aliança,
Despovoamos a nossa intimidade,
Ao recolhermos passivos,
A penumbra que a solidão palpava,
A sanidade mentida em nossos risos sem graça,
Nas calmas variantes,
Nos arroubos dos que não detém a tranquilidade,
Fustigamos finas lâminas em contemplação desesperada,
Inundava a nossa pele a infiltração febril...
E nos delírios de fraqueza desvirtuada,
Nos chamamos totalmente desarmados,
Olhamos em volta,
Não nos encontramos.
Alexandre do Canto
A arte bélica da política anda bombardeando nossos corações com suas mentiras,
O calculismo friorento usa o braço mais forte dos veículos de comunicação,
Canções pejorativas gritam suas demandas insanas,
Querem ofuscar as canções de infância e a lembrança das cirandas,
Escravidão cruel cravejada de segundas intenções, propaganda e marketing,
Querem ofuscar o discernimento e a consciência da nossa juventude,
Choro escondido do herói e do bandido quando me sinto ou me chamam de perdido,
Aonde está a centelha de humanidade que divide o pão
e ama ao próximo como se fosse a si mesmo?
O povo anda a muito insatisfeito,
estão usando calhorda mente o nosso dinheiro,
Enchem o rabo com bilhões de cifrões,
Lembro-me das propagandas onde os charlatões diziam conhecer nossas carências,
Se sabem de nossa situação,
Porque pisam em nossas cabeças e cagam para as nossas despesas?
Será que não sabem que o nosso futuro
Também inclui o futuro dos filhos deles?
E nas madrugadas caladas pelo medo,
Os bardos entoam suas baladas de resistência contra a opressão,
e a pretensa imensidão das pedras do caminho.
Alexandre do Canto
O calculismo friorento usa o braço mais forte dos veículos de comunicação,
Canções pejorativas gritam suas demandas insanas,
Querem ofuscar as canções de infância e a lembrança das cirandas,
Escravidão cruel cravejada de segundas intenções, propaganda e marketing,
Querem ofuscar o discernimento e a consciência da nossa juventude,
Choro escondido do herói e do bandido quando me sinto ou me chamam de perdido,
Aonde está a centelha de humanidade que divide o pão
e ama ao próximo como se fosse a si mesmo?
O povo anda a muito insatisfeito,
estão usando calhorda mente o nosso dinheiro,
Enchem o rabo com bilhões de cifrões,
Lembro-me das propagandas onde os charlatões diziam conhecer nossas carências,
Se sabem de nossa situação,
Porque pisam em nossas cabeças e cagam para as nossas despesas?
Será que não sabem que o nosso futuro
Também inclui o futuro dos filhos deles?
E nas madrugadas caladas pelo medo,
Os bardos entoam suas baladas de resistência contra a opressão,
e a pretensa imensidão das pedras do caminho.
Alexandre do Canto
Sem Título
Através de canais diplomáticos
Escondem mais uma vez a realidade dos fatos,
Uma rede mundial de espionagem está dentro de nossos lares,
Nas cúpulas, nas redes e nos celulares,
Armazenam a privacidade global;
Será que anseiam bisbilhotar nossas células e DNA?
Porque concentram nossas informações na NSA?
Onde estão as 16 bases clandestinas de Brasília?
Quais serão os reais interesses da CIA?
Mais um plano americano de expansão de poder?
Alguns líderes sugerem sanções na TV,
Violaram a 4a emenda da nossa constituição,
Mais uma vez fica bem clara a indiferença com toda uma
nação,
Percebam as noticias bombásticas vindas da região asiáticas,
A organização das massas, suas vozes,
Seus clamores em brasa,
A marcha sempre avante nos gigantes corredores,
Motivos não nos faltam para reivindicarmos a prisão dos
senhores,
Irresponsáveis na função de defender nossos direitos de
humanidade,
Nossos direitos de cidadão!
Alexandre do Canto
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